A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutia a investigação do ministro Alexandre de Moraes por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro foi interrompida após o pedido de vista do ministro Flávio Dino. A decisão adiou o julgamento por até 90 dias, permitindo que o caso seja decidido após as eleições de outubro. Metade dos ministros do STF indicou que não vê irregularidades na relação entre Moraes e Vorcaro.

O ministro Dino criticou a condução do processo, afirmando que o presidente do STF, Edson Fachin, conduz a corte de forma "degradante". A sessão também viu a ministra Cármen Lúcia votar pela manutenção separada dos casos envolvendo Moraes e André Mendonça, reforçando a polarização interna no tribunal.

A investigação envolve mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, que gerou uma crise política no STF. A decisão de adiar o julgamento eleva a tensão no tribunal, com críticas a diferentes partes do processo.

O pedido de vista de Dino e a divergência entre os ministros destacam a complexidade do caso e a influência de fatores políticos no andamento do julgamento.